quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Apaixonados por... aranhas!

Sabia que, em São Paulo, na Cantareira, há duas espécies de aranhas que não têm mais do que um milímetro de comprimento? Pois araneólogos, pesquisadores que estudam aranhas, há algum tempo fizeram essa descoberta! 

Esses profissionais, que lidam com animais que, em geral, costumam pôr medo nas pessoas, podem atuar em diferentes áreas. Uma delas é justamente identificar as diferentes espécies de aranhas que existem no planeta, dando nomes científicos a elas, como fizeram, no caso das aranhas paulistas, profissionais do Instituto Butantan. 

"Há cerca de 40 mil espécies de aranha no mundo, sendo que cinco mil apenas no Brasil", conta Antonio Brescovit, araneólogo do Instituto Butantan. Garantir que cada espécie de aranha esteja identificada com um nome científico é fundamental para a sua preservação. 

Isso porque é muito difícil preservar uma espécie se ela não tem nome. Além disso, há espécies que são muito parecidas umas com as outras. Como cada uma, porém, tem um nome científico, diferente do das demais, evita-se que sejam confundidas. 

O trabalho do araneólogo, porém, não se resume a identificar as espécies de aranhas. Ele também pode determinar as que são perigosas, por terem veneno, e ainda atuar em áreas protegidas, degradadas ou onde serão construídos grandes empreendimentos, como estradas ou hidrelétricas. 

(Mara Oliveira, colaboração para a Folha de S. Paulo)

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